Títulos e publicações

Livros publicados

Silêncio do pássaro - poesia
Trevo - Três gerações de poetas - poesia
Roda de personagens - contos e crônicas
Escolhidas - poesias

Miniensaios

As mulheres na vida e na obra de Eça de Queiroz
Fernando Pessoa - O enigma
Mistérios da criação poética
Singularidades de Eça de Queiroz
Machado de Assis - O bruxo do Cosme Velho
Primo Basílio (A histeria de Luísa)
Catarse de Lima Barreto
Gibran Kahlil Gibran - O poeta do amor
Os flanadores
Nas trilhas de Oscar Wilde

533 prêmios em concursos literários

Trabalhos publicados em 74 Antologias Literárias

Palestrante e Conferencista

Membro titular da UBE, ABRAMES, ANLA, ACCLARJ, SOBRAMES, LISAME, UMEAL, EÇA DE QUEIROZ, FORTE DE COPACABANA, CENTRO LITERÁRIO GIBRAN KHALIL GIBRAN

Presidente da Academia Cearense de Ciências, Letras e Artes do RJ





Quem sou eu

Minha foto
Médico Psiquiatra e escritor.

terça-feira, 29 de março de 2011

Medo

                 MEDO
AXIS                                                      
Destino de poeta:
falar e se arriscar
a perder;
ou calar e aceitar
o sofrer.
Mas o poeta tem medo,
é humano.
Em verdade, na vida,
menos escolhemos
do que somos escolhidos.
Assim, por vezes vivemos
entre silêncios não merecidos,
entre temores e inseguranças.
Paramos na encruzilhada,
não há como voltar;
na lei “do tudo ou nada”
sem poder sequer optar.
Dá medo, um medo enorme.
Então nos resignamos,nos persignamos
à espera de um certo olhar...
mas, ainda assim, temos medo...



sábado, 12 de fevereiro de 2011

Ilações

                                             PERSEU


A cegueira é qual fotografia:
capta o preciso instante
da tragédia ou da alegria.
Não há antes nem depois,
apenas o imutável ali ficaria.

Fotos marcam momentos,
cegos dispensam lamentos.
Profundas, indeléveis lembranças
tragadas pela goela da noite,
sob látego impiedoso do açoite
ou de sanguinárias lanças.

Na fotografia, o evocável;
na cegueira, o inevitável;
do tempo e do espaço são prisões.
O porque se nos escapa,
jamais acharemos o mapa
que traçou nossas direções.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Deixa o sol entrar

                             * Essa mensagem foi lida na abertura do evento Música e Inclusão com crianças e jovens com algum tipo de deficiência intelectual, visual, síndrome de down, cadeirante e outros na UNIUBE em Uberlândia no mês de dezembro de 2010 - depois que todos ouviram, iniciou-se uma apresentação belíssima onde mostraram seu poder de superação tocando violão, teclado, percurssão e cantaram. Obrigada, Luiz Gondim por ceder esse poema para a abertura do evento.
                                                                                                                                                                                                                                                                                    
 deixa o sol entrar 
 liberta a noite
aprecia o desabrochar da flor
escuta o canto do pássaro
veste a grandeza do crepúsculo
bebe o licor do orvalho
escolhe o caminho sem olhar para trás
leva dentro de ti a figura amada
sorri quando te ofenderem 
         mas chora quando tiveres vontade
se puderes desata o nó sem cortá-lo

confia no música, pois ela é quem te move!                     







Eles são deuses

                                                                                                                                             SONHADOR


A obra-prima jamais será escrita,
o manjar dos deuses não será provado,
o amor_ escravizador dos desejos
dos pobres mortais, permanecerá incógnito.
O homem recebeu a capacidade de amar,
mas ignora, por completo,
sua origem,
essência,
real dimensão...
Apenas ama e se expõe,
pois amar não é bastante,
é ilusão de instante,
de força e poder tão frágeis.
Agora é noite,
noite de lua cheia.
Fico imaginando lá longe,
no OLIMPO, os deuses se amando,
completamente,
perdidamente,
irreversivelmente...
Mas eles podem,
eles conseguem,
 ELES SÃO DEUSES!...


Em algum lugar do passado


                                                                                                    ZÍNGARO

Em algum lugar do passado

não sei onde,
ignoro quando,
mas me vejo empunhando
o pincel da sensibilidade
e projetando nas telas suaves sonhos
que têm o sabor da verdade.

Em algum lugar do passado
vou recolhendo minhas andanças
intactas, relíquias de criança
e as guardo num cantinho
onde repouso, sempre sozinho.

Em algum lugar do passado
vibra em mim a mágica melodia
e sinto a vertigem de um dia
em que fui importante para alguém.
Sem palavra, sem pergunta,
na voragem que atrai e junta
e ignora se a viagem segue além.

Em algum lugar do passado
nossos caminhos cruzaram,
nossas mãos se tocaram
e o céu chegou para perto.
Em algum lugar do passado
o instante virou eternidade
e hoje me afogo na saudade,
na distância, neste agora tão incerto.

Entre véus

                                     

Ao  penetrar órbita alheia

seus limites ficaram esmaecidos;
quarto minguante buscando lua cheia
detonou vulcões adormecidos.

Ao fazer a aproximação
assumiu lânguida postura;
alma, cérebro e coração
unidos em tangente que perdura.

Valências são trocadas
buscando equilíbrio da equação;
metades, por fim, defrontadas
entre véus caídos ao chão.

Agora, nada os detém:
impulsos, instintos, emoções;
ele avança, ela também,
libertos de todos os grilhões.

Incógnitas noturnas

                                                                       

Não existe acaso,
semelhança assusta, 
segurar emoção quanto custa.
Minha insônia se distraiu,
cochilou, dormiu e se permitiu sonhar.
Rasgou nuvens,
véus descobriu,
desnudou estrelas,
em loucuras se exauriu.
Mas, agora, regressa
falando de alguém de forma expressa,
às incógnitas da noite me conduz.
Deliro sim, talvez esteja louco,
mas preciso de tão pouco:
evoco teu sorriso, banho-me em tua luz.